| NOTÍCIAS | | Página: [1] | 04/01/2012 AS MELHORES APOSTAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO EM 2012
| Arrendamento habitacional e recuperação urbana são dois pilares dos negócios deste ano, prevêem os especialistas. O arrendamento de casas e a reabilitação urbana serão os pilares do mercado imobiliário em 2012, perspectivam os especialistas contactados pelo Diário Económico. Apesar das restrições no acesso ao crédito, os profissionais do sector defendem que estão reunidas condições para que investidores e particulares apostem na compra de apartamentos para arrendamento, tendo em conta as mudanças no enquadramento legislativo. "A procura no mercado de arrendamento vai continuar a subir, por razões conjunturais, e a reabilitação urbana poderá ser factor decisivo para reanimar a economia", afirma o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima. Apesar do moderado optimismo partilhado também pelos responsáveis das mediadoras Worx, Pedro Rutkowski, da Century 21, Ricardo Sousa, e da ERA, Miguel Poisson, todos reconhecem as virtudes da segurança em activos imobiliários: "Até como aplicação de poupanças a visar rendimentos seguros que possam compensar perdas na hora das pensões de reforma", adverte Luís Lima. "O investimento em habitação para arrendamento é sem dúvida uma das melhores oportunidades, com a procura de casa para arrendar a superar a oferta", confessa o administrador da Century 21, Ricardo Sousa. Num cenário de agravamento do desemprego e de contenção dos orçamentos familiares, as mediadoras deverão também ajustar os seus alvos. "O segmento médio e médio baixo da habitação apresenta-se bastante activo, face à redução do rendimento disponível das famílias e o aumento dos custos do proprietário, que se prevêem com as novas regras de avaliação de imóveis", lembra Ricardo Sousa. Estes factores irão obrigar muitas famílias "a trocar de casa", antecipa o gestor, para diminuir os seus custos com o imóvel. Também para o director da ERA, Miguel Poisson, "a reabilitação urbana será uma componente estratégica no sector imobiliário, na medida em que nela convergem os objectivos de requalificação e revitalização das cidades previstas no memorando de entendimento com a ‘troika´". Contudo, o responsável da ERA alerta que a concretização desta realidade "estará intimamente ligada à ‘performance´ da nova lei do arrendamento e às novas ofertas do mercado de arrendamento imobiliário". E, a pensar nesse mercado, a rede de mediação está a desenhar soluções de novos produtos que, garante Miguel Poisson, terão "uma rentabilidade financeira muito interessante para investidores". Já o presidente da Worx, Pedro Rutkowski, não perspectiva um ano fácil para o País, salvo raras excepções. "Existem nichos de mercado que podem ser explorados, como o mercado de arrendamento e a promoção imobiliária vocacionada para este segmento, para além da reabilitação urbana que, estruturada, poderá ser uma mais-valia muito importante para o país, em termos urbanos, económicos e sociais". Numa perspectiva mais optimista, o director da área residencial da CBRE, João Nuno Magalhães, é da opinião de que "o dinheiro não desapareceu totalmente e que o imobiliário representa uma hipótese para refúgio do investimento, num momento em que nos encontramos perto de encontrar o equilíbrio entre o preço a que os vendedores estão prontos a vender e os compradores a comprar". Decorrente dessa análise de aproximação entre preços da oferta e da procura, o gestor reconhece que em 2012 "haverá mais transacções imobiliárias do que durante o ano de 2011". Escritórios retomam dinâmica Apesar das circunstâncias difíceis do mercado imobiliário, "a área de escritórios será aquela que ainda terá alguma dinâmica, não só pelo arrendamento de novos espaços, mas também na área de renegociação de contratos", defende o director da B. Prime, Jorge Bota. Os números de operações não são famosos e deverão ficar novamente aquém dos 100 mil metros quadrados de 2011. "Aponto para o mesmo nível de ‘take up´, isto é, abaixo dos 100 mil m2, com muita pressão dos inquilinos para renegociar as rendas", adverte o director geral da Jones Lang La Salle (JLL), Pedro Lencastre, ao Diário Económico. Falar em números é algo que os especialistas evitam neste momento - mas há oportunidades que surgem, inclusive na área de habitação. "Dados os baixos níveis de actividade apresentados, todos [habitação, comércio e escritórios] têm margem de crescimento", acredita o director da Aguirre Newman, Paulo Silva. Porém, as ameaças são externas ao sector e, em particular, dizem respeito às questões de fundo do desequilíbrio das contas públicas. "A contenção das medidas correctivas tendentes ao equilíbrio das contas do Estado e as dificuldades vividas pela banca levam-nos a perspectivar um ano que dificilmente será melhor que 2011", defende o director da Aguirre Newman. Negócios mais selectivos Na componente de investimento, o responsável da JLL defende que este ano "vamos assistir a operações cirúrgicas por parte de investidores privados, para imóveis bem localizados, com bons inquilinos e com bons contratos de arrendamento". Contudo, o especialista alerta que serão visíveis também "a continuação das operações de investidores oportunísticos que poderão aproveitar a desvalorização de alguns activos e a necessidade de os seus proprietários os terem de vender". Decorrente da diminuição de operações imobiliárias, 2012 será "certamente um ano de selecção natural em que somente os melhores vão resistir, sendo de esperar o fecho de muitas mediadoras tradicionais", adverte Miguel Poisson, que não se resigna às dificuldades: "Há oportunidades para as mediadoras que souberem utilizar inteligentemente as novas áreas de negócio que a nova legislação da mediação imobiliária passou a proporcionar". Lei das rendas de difícil aplicação Há décadas que o sector aguardava a alteração do regime dos contratos de habitação anteriores a 1990. Apresentada na última semana do ano, a proposta do novo Governo será, agora, apreciada no primeiro trimestre no Parlamento e, provavelmente, entrará em vigor em Abril. No entanto, os especialistas contactados pelo Diário Económico receiam que o agravamento do custo de vida e as dificuldades financeiras do Estado possam impedir uma efectiva concretização da lei. "A verdade é que esta alteração teria implicações sérias nos orçamentos familiares e, por isso, se não foram feitas numa altura mais propícia do mercado (e de maior liquidez), tenho dificuldade em acreditar que o vão ser nesta conjuntura", conclui Pedro Rutkowski. Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/as-melhores-apostas-do-mercado-imobiliario-em-2012_135069.html |
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| 03/11/2011 BCE CORTA JUROS NA EUROPA PARA 1,25%
| O BCE decidiu hoje cortar a sua a taxa de referência em 25 pontos base para 1,25% na estreia do italiano Mario Draghi. O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que desceu os juros em 25 pontos base para 1,25%. Uma decisão que surpreendeu a larga maioria dos economistas sondados pela Bloomberg que não esperava mexidas no preço do dinheiro. Dos 55 peritos inquiridos apenas seis antecipavam uma descida da refi. Esta é a primeira vez desde Maio de 2009 que o BCE corta os juros e acontece depois de duas subidas este ano. O banco central reage assim ao intensificar da crise de dívida na sequência do anúncio inesperado do referendo grego à ajuda da União Europeia ao país. Perante esta intenção, a liderança europeia ameaçou ontem à noite, em Cannes, fechar a torneira de empréstimos a Atenas. A ideia do referendo dividiu o Governo grego, que deverá cair a qualquer momento, segundo a BBC. O anúncio da consulta popular também provocou um terramoto nas bolsas e fez disparar os juros de Itália e Espanha, países que estão na mira dos mercados. Na base da descida dos juros do BCE esteve também o agravamento do abrandamento económico na zona euro. Esta semana a OCDE esmagou as previsões económicas para o conjunto dos 17 Estados-membros em 2012, apontando agora para um crescimento do PIB de apenas 0,3%, contra a anterior estimativa de uma expansão de 2%. O facto de a inflação na zona euro ter ficado estável em Outubro nos 3% também deu algum espaço de manobra ao BCE para aliviar a política monetária. Isto apesar de o BCE ter como missão assegurar estabilidade de preços na zona e isso significa, na óptica da autoridade monetária, uma inflação um pouco abaixo de 2% Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/bce-corta-juros-na-europa-para-125_130408.html
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| 30/08/2011 PRESTAÇÃO DA CASA DESCE ESTE ANO COM REDUÇÃO DA EURIBOR
| Os futuros da Euribor antecipam cortes na prestação da casa que, na pior das hipóteses, deve ficar estável até Junho de 2012. O mercado de futuros sobre as taxas Euribor prevê uma descida da prestação da casa para quem revê o contrato já em Outubro. A concretizarem-se os valores a que os futuros negoceiam, a prestação cairá quatro e sete euros, para quem tem como indexante a Euribor a seis e a 12 meses, respectivamente. "Descontos" que, para quem revê a prestação em Abril, podem chegar aos 30 e 20 euros, respectivamente, ou aos 13 euros no caso de ter o crédito à habitação indexado à taxa Euribor a três meses (crédito de 120.000 euros, a 20 anos, com 1% de ‘spread´). De acordo com a Reuters, os futuros sobre a Euribor estão a descontar uma probabilidade de 30% de que o Banco Central Europeu corte a taxa de juro de referência no primeiro trimestre de 2012. No entanto, o consenso do mercado parece apontar apenas para uma manutenção dos juros até, pelo menos, o segundo semestre do próximo ano. Ou seja, na pior das hipóteses a prestação da casa não sobe até Junho de 2012. Boas notícias para os portugueses, a braços com aumentos de impostos, cortes salariais, contribuições especiais, cortes nos benefícios sociais, subida nas facturas da electricidade, gás e transportes. Um sem fim de sacrifícios que conhecem agora uma excepção imprevista. Os dados macroeconómicos revelados em Agosto antecipam um crescimento abaixo do que era, até então, esperado na zona euro para 2012, e Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, já informou que as pressões inflacionistas estão a ser reavaliadas. A maioria dos economistas não acredite no corte de juros por parte do BCE - até porque "seria um reconhecimento de que cometeram um erro quando aumentaram os juros ainda em Julho e porque o actual nível das taxas permanece expansionista", nota Nuno Serafim, director-geral da IG Markets para a Península Ibérica. Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/prestacao-da-casa-desce-este-ano-com-reducao-da-euribor_125494.html
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| 17/02/2011 INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO MAIS DO QUE DUPLICA EM 2010
| Os "números só foram possíveis porque o mercado reagiu e apresentou activos vendáveis com qualidade, com contratos de arrendamento longos, seguros e com bons inquilinos”. O mercado de investimento imobiliário em Portugal totalizou os 765 milhões de euros em 2010, de acordo com a Jones Lang LaSalle Portugal, superando as previsões iniciais de 600 milhões de euros e duplicando os volumes movimentados em 2009. Segundo a consultora, os investidores nacionais foram os mais activos, principalmente através dos fundos de investimento imobiliário, com os investidores internacionais a concentrarem apenas 38% do volume transaccionado. No entanto, as maiores operações foram protagonizadas pelos investidores estrangeiros. Em termos de segmentos, o mercado de retalho recuperou o seu protagonismo no investimento nacional, com um volume de 437,7 milhões de euros transaccionados, ou seja, mais do dobro do segundo sector mais dinâmico em 2010, nomeadamente o imobiliário de industrial e logística, cujo investimento ascendeu a 213,9 milhões. Os escritórios por seu turno, apresentaram uma performance pouco activa, registando um volume investimento na ordem dos 96,5 milhões de euros. Com apenas 12,6 milhões, o imobiliário hoteleiro foi o que observou menor actividade de investimento em 2010. "Foi um ano positivo para o investimento em Portugal. Sobretudo para os investidores nacionais que compraram imóveis num valor total de aproximadamente 450 milhões de euros, volume que para estes investidores se traduz no segundo ano mais importante após 2007. Em relação aos investidores internacionais, o volume cresceu 78%", de acordo com Pedro Lancastre, Director do Departamento de Capital Markets da Jones Lang LaSalle Portugal. O mesmo responsável acrescenta que "estes números só foram possíveis porque o mercado reagiu e apresentou activos vendáveis com qualidade, com contratos de arrendamento longos, seguros e com bons inquilinos". Para 2011, "é difícil fazer previsões mas dentro do contexto económico que Portugal atravessa, já seria positivo se se atingisse o mesmo volume de 2010. Para tal dependemos muito do investimento estrangeiro durante este ano, já que os fundos Portugueses estão outra vez com muita pouca liquidez para comprar. Vamos por isso tentar vender "Portugal", mas sobretudo convencer os investidores estrangeiros que há activos imobiliários mais seguros do que o próprio país", conclui. Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/investimento-imobiliario-mais-do-que-duplica-em-2010_111397.html |
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